O Shoegaze Nunca Morreu — Só Mudou de Endereço

Entrevista

O Shoegaze Nunca Morreu — Só Mudou de Endereço

Conversamos com três bandas da nova cena shoegaze sobre nostalgia, internet e por que todos querem soar como My Bloody Valentine.

por Paulo R.S.23 de maio de 2026

Em 1991, Kevin Shields lançou Loveless e literalmente quebrou a gravadora com o custo de produção. Em 2024, teenagers em quartos de subúrbio estão recriando aquele som com plugins de R$ 30 e microfones de R$ 200. Algo mudou. Mas o que?

"O shoegaze sempre foi sobre esconder o rosto," diz Rafael Matos, guitarrista da banda paulistana Névoa. "E a internet é o lugar perfeito para isso. Você pode lançar um disco e nunca aparecer. Isso é muito libertador."

A democratização do distorcionado

O que une as novas bandas não é apenas o som — é a atitude. Uma recusa elegante de se explicar, de dar entrevistas longas, de ter uma "narrativa de marca". Eles querem que a música fale e o rosto desapareça atrás do reverb.